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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O que fica de cada experiência...

Falar como profissional com os moradores do Pão de Santo Antônio, levar uma pauta e simplesmente cumpri-lá seria um saldo baixo demais para nós como seres humanos, pois, ao visitarmos um lugar onde são atendidos idosos com as mais diversas histórias e com uma vida inteira a ser contada tivemos muito mais do que um trabalho de faculdade pronto.

Tivemos a oportunidade de aprender com as experiências vividas por eles, nos sensibilizamos ao perceber que o preconceito está enraizado dentro do ser humano. Há preconceito contra o negro, o homossexual, a mulher e até mesmo contra o idoso.
Algumas pessoas ainda têm a infeliz idéia de que a pessoa idosa não tem função nenhuma, que chegar a terceira idade é estar fadado aos favores dos mais novos. Ser idoso não é sinônimo de ser inválido.

Dona Clívia nos contou que não suporta depender de alguém :”Sempre fui independente, trabalhei desde cedo para ter meu próprio dinheiro. Não é agora, com os meus 74 anos que vou dar trabalho para os meus filhos e netos!”
Além da independência que muitos idosos fazem questão de preservar , eles também não deixam o corpo parado à espera das consequências que o tempo sempre traz , eles gostam de dançar, de nadar, jogar e outras atividades que os façam sentir-se vivos.
É exatamente disso que eles precisam, sentir que são importantes, que têm algo a acrescentar às pessoas privilegiadas que convivem com eles.

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