Mas será que sabemos mesmo o que é educação?
Podemos definir educação com um fenômeno eminentemente social, ou seja, específico das sociedades humanas que consiste na transferência de conhecimentos, valores e técnicas de uma geração para outra. Ela é um elemento básico para a perpetuação da sociedade. Cada povo elabora ao longo do tempo seus projetos educacionais.
Em sua essência, a educação é simples, aplicável em qualquer lugar. No entanto, a partir do momento que o Estado-nação a institucionaliza e assume para si o papel de educar, ela passa a ser vista como um instrumento poderoso de identidades pessoais e sociais. O que antes era democrático, passa a ser privilégio de alguns e critério de divisão de classes.

A educação escolar educa poucos e segrega muitos, não se universalizou em nossa sociedade, como mostram os comandantes do mundo. Para comprovarmos isso, basta olharmos em nossa volta. Nosso país rico em desigualdades sociais, onde só quem tem oportunidade de evoluir (não só financeiramente, como também pessoalmente) é quem tem acesso ao ensino escolar. E quem tem acesso ao ensino?
Certamente não é a camada mais desfavorecida de nosso país.
Há que se lutar muito para tirar a educação dessa vitrine chamada escola e trazer à tona as suas funções básicas: perpetuar e promover rupturas. Se for para atingir tais objetivos através das escolas e universidades, que nossos governantes tenham a capacidade de investir mais recursos nelas e nos profissionais responsáveis por transmitir o ensino, para que este seja de qualidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário